RÁDIO GOSPEL

              

 

 

 

 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

As Confissões de um Ateu Sincero (Parte 1)


As Confissões de um Ateu Sincero (Parte 1)


Meu nome é Frederico. Sei que é um nome meio engraçado (dizem que é nome de papagaio). Por isso prefiro que as pessoas me chamem de Fred. Tenho 38 anos, sou casado, tenho uma filha de 11 anos, trabalho como professor de biologia e sou ateu. É nesse último item que quero me concentrar. Sou ateu. Confesso que não me tornei ateu depois de muita reflexão filosófica ou grandes lutas existenciais. Não! Na verdade, minha “conversão” aconteceu na adolescência. Na época, decidi ser ateu porque parecia ser a opção das pessoas mais sofisticadas e intelectuais e eu queria muito ser visto assim pelos meus colegas.
No colégio e na faculdade (conforme descobri mais tarde) existem duas maneiras de você ser visto como um “crânio”, dono de uma cabeça privilegiada. A primeira delas é estudando bastante; a segunda é dizendo que é ateu. Eu optei pela segunda maneira. E funcionou! Afinal de contas, os alunos percebiam que os professores que pareciam mais “mente aberta” — aqueles tipos que matam a gente de rir falando palavrões durante a aula — eram, na maioria, ateus, enquanto a crença em Deus ficava geralmente com o povinho de baixa escolaridade, como meus pais e avós.

Bom, seja como for, dizer aos meus colegas que eu era ateu me fez sentir respeitado. Tinha a impressão de que todos agora me viam como um cara inteligente, racional e dotado de uma mente científica. Era como se eu participasse de uma “elite pensante”, mesmo sabendo que eu não tinha pensado muito pra adotar o ateísmo.

Meu ateísmo declarado não trouxe, contudo, somente esse benefício. Definir-me como ateu produziu em mim certas sensações de que gostei. Eu não sabia que essas sensações viriam, mas fui surpreendido por elas e isso me fez muito bem. Deixe-me ser mais específico: Quando me declarei ateu, fui tomado de um sentimento amplo de liberdade. Como eu disse, meus pais e avós criam em Deus. Eles não eram muito religiosos, mas acreditavam mesmo na existência de um “Ser Supremo”. Por causa disso, eu cresci ouvindo frases como “vamos pedir pra Deus”, “que Deus o proteja!”, “a gente tem que ter temor de Deus”, “a mão de Deus pesa”, e por aí vai... Essa noção que eles me inculcaram me prendia um pouco, impedindo-me de ser mais ousado diante das coisas que eu desejava fazer. Eu tinha receios. Tinha um pouco de medo de fazer algo de que Deus não gostasse e, então, fosse castigado. Puras bobagens!

Quando, porém, eu disse “eu sou ateu”, isso foi tremendamente libertador. Pensando bem, o impacto dessa afirmação foi muito maior em mim que nos meus colegas que a ouviam. De fato, a partir do dia em que a pronunciei, senti que podia fazer qualquer coisa, provar qualquer coisa, viver como eu bem quisesse, ser o que eu bem entendesse. Quando experimentei esse mel, confesso que deixei de perguntar se o ateísmo era verdadeiro ou não. Como eu disse, eu nunca tinha refletido muito sobre isso, mas agora, especialmente, sentindo-me tão livre, essa questão foi mesmo para o fundo da gaveta. O que importava é que doravante eu podia relaxar e seguir em frente “numa boa”. Nenhum juiz supremo, nenhum mandamento, nenhum castigo, nenhum inferno... Ah!

Enquanto essa liberdade esteve restrita ao campo das sensações, tudo correu bem. Algumas preocupações, porém, surgiram quando comecei a viver efetivamente a minha alforria. Eu explico: Sendo um jovem ateu livre e desimpedido, em pouco tempo caí na farra pra valer. Não vou entrar em detalhes, mas fiz de tudo ou quase tudo. Não sei explicar direito como eu não me tornei de vez um “caso perdido” (como dizia meu pai), ou um “vida torta” (como dizia minha mãe). Acho que foi porque, depois de algum tempo, a liberdade do meu ateísmo perdeu um pouco a graça. Na verdade, confesso que eu não era nenhum poço de felicidade enquanto usufruía plenamente dela. E pra piorar, acho que por causa da minha criação ou dessa cultura religiosa brasileira em que nasci, em algum canto escondido da minha mente havia uma espécie de voz, às vezes bem apagada, outras vezes muito incômoda e altissonante, que não me deixava totalmente seguro do meu ateísmo. Eu sempre a abafava dizendo que isso era resultado do que meus pais haviam plantado em mim na infância. O problema era que eu sabia que meus pais haviam me inculcado outras tolices quando eu era pequeno (venerar Maria, evitar o número 13, ter medo de assombração, não comer manga com leite...), mas nenhuma dessas coisas ficava me alfinetando anos e anos a fio. Por que só a crença em Deus não sumia de vez da minha cabeça?

Confesso que essa voz chata e importuna esvaziou um pouco a alegria da minha liberdade ateísta e, diga-se de passagem, ainda hoje tento fazê-la calar. Porém, creio que o que me impediu mesmo de ser um “vida torta” foi ter amadurecido e notado, a certa altura, que tinha que aprumar a vida. Se não o fizesse, onde eu iria parar? Descobri, assim, que a liberdade do ateísmo era meio perigosa, pois é uma liberdade que remove todas as cercas. Até a cerca da consciência da gente ela acaba removendo. E é nisso que está o perigo. Ainda bem (pra não dizer “graças a Deus”) que percebi o risco a tempo e, sem religião, sem igreja, sem Bíblia nem nada, eu construí minhas próprias cercas usando como base algumas noções que adquiri em casa e também o exemplo dos meus pais.

Uma coisa, porém, quero deixar bem clara aqui: Essas cercas eu mesmo construí. São minhas! Não são cercas de ferro que um Deus raivoso colocou ao meu redor. Eu mesmo as fiz e é graças a elas que hoje sou o que chamam de “homem de bem”. Pra ser sincero, admito que não as construí com um material lá muito resistente. Na verdade, considerando o grau de comprometimento que tenho com meus próprios valores, acho que usei uma espécie de isopor. Que seja! O fato é que eu quebro facilmente as minhas cercas sempre que quero ou julgo necessário. Durmo muito bem com isso! Bem... Pra ser sincero, nem sempre durmo muito bem.

(Continua)
Pr. Marcos Granconato

domingo, 27 de abril de 2014

Pr RENATO VARGENS: PORQUE SOU CONTRA A DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA



Por Renato Vargens






O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados projeto que prevê a descriminalização do consumo, produção e comércio da maconha. O parlamentar decidiu apresentar a proposta após o Uruguai ter regulamentado. De acordo com o projeto, o plantio, o cultivo e a colheita da planta para o consumo pessoal serão liberados no País, desde que restrito a "até seis plantas de cannabis maduras e seis plantas de cannabis imaturas, por indivíduo". O texto estabelece ainda a "obrigatoriedade do registro, da padronização, da classificação, da inspeção e da fiscalização de tais atividades".


Caro leitor, ao contrário do deputado, sou ABSOLUTAMENTE contra o projeto descriminalização da maconha e  explico porque: 


1.  O Uso de drogas anualmente tem vitimado no Brasil milhares de pessoas levando famílias inteiras a mais profunda dor.


2.   A maconha costuma ser a porta de entrada para o uso de drogas mais pesadas como a cocaína, heroína e o crack. 
3.  O uso da maconha é viciante e o fato de liberar o seu consumo, constituirá a normatização  do vício, bem como da dependência química. 
4. O uso da maconha não faz bem para a saúde.  Ora, é claro que eu sei que a medicina pode extirpar do THC, (a substância ativa da maconha), elementos que auxiliam o doente no tratamento de algumas doenças. Todavia, o fato de possuir o tal THC não faz do uso da maconha um elemento saudável
5. A liberação da maconha não diminuirá a violência nas grandes cidades, mesmo porque, como afirmei anteriormente a maconha em muitos casos é a porta de entrada para o consumo de drogas mais pesadas. Em outras palavras isto significa que o fato de liberá-las não diminuirá o comércio ensandecido nas bocas de fumo. Antes pelo contrário, com a facilidade do consumo, mais jovens serão conduzidos a outros tipos de drogas ocasionando com isso a manutenção da violência. 
Diante disto afirmo sem titubeios que a descriminalização bem como a  liberação da maconha deve ser a todo custo evitada. 

Pense nisso! 


Renato Vargens

DEPUTADO JEAN WYLLYS PROTOCOLA PROJETO DE REGULARIZAÇÃO DA MACONHA

quinta-feira, 10 de abril de 2014

 DONS ESPIRITUAIS

  INTRODUÇÃO ·


 A igreja de Corinto tinha sérios problemas relacionados ao culto cristão. Um deles era sobre o uso e o abuso dos dons espirituais. Esse é um problema que a igreja contemporânea enfrenta, especialmente em face da crescente inflência do pentecostalismo clássico e do movimento carismático. · A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável. · Hoje há ensinamentos bem divergentes sobre os dons: 1) Os cessacionistas; 2) Os ignorantes; 3) Os medrosos; 4) Os que advogam a contemporaneidade de todos os dons. I. O PROBLEMA: OS DONS ESPIRITUAIS COMO SÍMBOLO DE STATUS – V. 1-12 · Há alguns estudiosos que defendem a cessação dos dons espirituais. Segundo esses estudiosos, os dons foram apenas para os tempos apostólicos. Contudo, não temos provas bíblicas, teológicas e históricas consistentes para provarmos essa posição (1 Coríntios 13:10). · A questão essencial não é simplesmente discutir se os dons existem hoje ou não, mais qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1:7). Nem por isso era uma igreja perfeita. Os coríntios permitiram que certos dons se tornassem símbolos de “status” espiritual, principalmente o dom de línguas. · Falar em línguas tornou-se pomo de discórdia e desavença como ainda hoje. Então a igreja de Corinto estava em franco retrocesso, por ter feito das línguas uma maneira de medir a espiritualidade cristã. · Hoje muitas igrejas ensinam que o dom de línguas é o sinal e a evidência do Batismo com o Espírito. Santo. Por isso, Paulo exorta que os crentes não devem ser ignorantes com respeito aos dons espirituais (12:1). · É de extrema importância que os crentes descubram, desenvolvam e usem os dons recebidos de Deus para a edificação da igreja. 1. O contraste entre o outrora e o agora – v. 2-3 · Na vida do cristão há uma distinção entre o OUTRORA e o AGORA. Os ídolos embora eram nada, mas os demônios que estavam agindo neles, conduziam e guiavam os crentes de Corinto antes da conversão deles (12:2). · Nos cultos de mistério as pessoas entravam em transe, sendo conduzidas e guiadas por um espírito demoníaco. Os crentes de Corinto estavam querendo cultos extáticos e muitas pessoas estavam entrando em êxtase e falando coisas contraditórias com a fé como “Anátema Jesus”. · Somente pelo Espírito Santo podemos confessar e viver uma vida comprometida com o Senhorio de Cristo (12:3). 2. O contraste entre os ídolos mudos e o Deus vivo e Triúno – v. 4-6 · Os ídolos não podem orientar nem ajudar. Eles são mudos. Os demônios que agem por meio deles violentam e destroem. Mas, em constraste o Deus vivo, triúno, capacita os crentes a viverem uma vida de serviço abnegado. · Há aqui a menção da Trindade: o Espírito, o Senhor e Deus. Também Paulo fala de dons, serviços e realizações. 3. A natureza dos dons espirituais – v. 4-6 · Os dons têm um tríplice aspecto: São “charismata”, “diakonia” e “energémata” = dons, ministérios e obras. Com isso, Paulo fala sobre: Origem dos dons; o modo como atuam; a finalidade dos dons. · Quanto à origem dos dons = Os dons são “chamarismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina. A graça de Deus é a origem de todo dom. A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus. É errado os crentes querem distrubuir os dons. · Quanto ao seu modo de atuar = Os dons são “diaconia”, prontidão para servir. É concentrar não em mim mesmo, mas no outro. É buscar não minha auto-edificação, mas a edificação do meu próximo. · Quanto à sua finalidade = Os dons são “energémata”, isto é, obras exteriores. A igreja é a continuação histórica da encarnação de Cristo. Somos o corpo de Cristo na terra. A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade. 4. O propósito divino para os dons – v. 7 · Os dons são dados a cada membro do corpo – “a manifestação do Espírito é concedida a cada um”. · Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja. 5. A variedade dos dons – v. 8-10 · Paulo oferece cinco listas de dons espirituais: Romanos 6:6-8; 1 Coríntios 12:8-10; 1 Coríntios 12:28; 1 Coríntios 14; Efésios 4:11-13. Não há crentes sem dom nem crente com todos os dons (12:29-31). Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função. Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço. 6. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11 · O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual. · O Espírito Santo é livre e soberano na distribuição dos dons. No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania: no verso 11, Deus distribui; no verso 18, Deus dispõe; no verso 24, Deus coordena e no verso 28 Deus estabelece. Do começo ao fim Deus está no controle. II. A IGREJA É UM CORPO – V. 12-31 A igreja é comparada como uma família, um exército, um templo, uma noiva. Mas a figura predileta de Paulo para descrever a igreja é como um corpo. O apóstolo Paulo destaca três grandes verdades aqui: A unidade do Corpo – v. 12-13 Paulo diz que nós confessamos o mesmo Senhor (12:1-3), dependemos do mesmo Deus (12:4-6), ministramos no mesmo corpo (12:7-11) e experimentamos o mesmo batismo (12:12-13). Dois fatores mantém a unidade do corpo de Cristo: 1.1. O sangue – Pode ser difícil estabelecer a unidade entre meus pés, minhas mãos e meus rins. Mas o mesmo sangue alimenta estes membros e todos os outros. O sangue fornece vida aos membros e se impedirmos o sangue de chegar a alguns deles, esse morrerá rapidamente. No sentido espiritual o sangue de Cristo é o elemento que unifica o seu corpo. Ninguém entra na igreja sem ter-se apropriado primeiro da expiação, dos benefícios da morte de Cristo e do seu sangue derramado. 1.2. O Espírito – Nunca descobriremos o espírito ou a alma de uma pessoa em algum de seus órgãos, membros ou glândulas. Em certo sentido, o espírito está em todos os membros do corpo. Em relação à igreja a Bíblia diz: “Em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo” (12:13). Um membro do corpo pode ser mais cheio do que outro membro, mas nenhum membro está sem o Espírito. Ser batizado pelo Espírito significa que pertencemos ao Corpo de Cristo. Ser cheio do Espírito significa que nossos corpos pertencem a Cristo. · A unidade da igreja não é eclesiástica nem denominacional, nem organizacional, mas espiritual. Não há unidade fora da verdade. O ecumenismo é uma conspiração ao ensino bíblico. O verdadeiro corpo de Cristo nem sempre coincide com o rol de membros das igrejas. A diversidade do Corpo – v. 14-20 O corpo precisa ter uma grande diversidade de membros para não ser um monstro (12:14). Ilustração: Os olhos são membros bonitos e destacados do corpo. Mas como nós poderíamos viver, se nós fôssemos somente um olho azul de 75 Kg? O corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver (12:15-19). Ilustração: Meu olho faz um trabalho bom ao focalizar uma manga apetitosa. Mas para que a manga me alimente eu preciso de outros órgãos: Da Mão para pegar a manga; da boca para morder um pedaço; dos dentes para mastigá-lo; da língua para movimentá-lo na boca; da garganta para engolí-lo; do estômago para digeri-lo; do fígado para acrescentar a bilis. Nenhum membro do corpo pode desempenhar as funções sem os outros membros. Não há cristão isolado. Vivemos no corpo. Ilustração: Se eu cortasse minha mão e a colocasse numa cadeira no outro lado da sala, ela ainda seria minha mão, mas não teria mais utilidade porque estaria separada dos outros membros do corpo. A mutualidade do Corpo – v. 21-31 · Com respeito à mutualidade Paulo nos ensina algumas lições: 3.1. O perigo do complexo de inferioridade – v. 15-16 – Ficar ressentido por não ter este ou aquele dom espiritual é imaturidade espiritual. É culpar de Deus de falta de sabedoria. Devemos exercer nosso papel no corpo com alegria e com fidelidade. Nenhum membro da igreja deveria se comparar nem se contrastar com qualquer outro membro. Somos únicos e singulares para Deus. 3.2. O perigo do complexo de superioridade – v. 21-24 – Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu. Não há espaço para orgulho no meio da igreja de Deus (1 Coríntios 4:7). Ilustração: O pastor que pediu ao seu colega para orar por ele, para que pudesse ser mais humilde. Então, o colega lhe disse: Mas você tem alguma coisa de que se orgulhar? 3.3. A necessidade da mútua cooperação – v. 25 – Os dons são dados não para competição nem para demonstração de uma pretensa espiritualidade. O dom tem como objetivo a mútua cooperação. Ilustração: O que fazer quando um membro está em necessidade? Meu paladar gosta de pimenta, mas meu estômago não. Qual é a solução? Deixei de comer pimenta. Se minha garganta está infeccionada, meu braço (que não está) sofre voluntariamente a dor da injeção de antibióticos para proteger o outro membro do corpo. Devemos transferir isso para o Corpo de Cristo. 3.4. A necessidade da empatia na alegria e na tristeza – v. 26 – Não estamos competindo, não disputando quem é o melhor, o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família. Somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros. Às vezes é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram. 3.5. A necessidade de compreendermos que não somos completos em nós mesmos e que precisamos dos outros membros do corpo – v. 27-31 – O corpo é uno, os membros são diversos, e por isso, eles precisam cooperar uns com os outros para o bem comum. Assim também é na igreja. Não somos auto-suficientes. Dependemos uns dos outros. CONCLUSÃO A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente. O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja. 

Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 24 de março de 2014

MAR CALMO NUNCA FEZ BOM MARINHEIRO

Por Renato Vargens

Ninguém gosta de experimentar situações adversas não é verdade? Qual de nós sente prazer em encarar problemas? Ninguém obviamente, mesmo porque, se pudéssemos viveríamos a vida na mais absoluta tranquilidade. Contudo, Deus permite com que enfrentemos mares bravios a fim de que aprendamos a depender exclusivamente dele. 

Pois é, existem momentos na caminhada em que Deus permite com que tempestades venham sobre as nossas embarcações levando-nos a sensação de que devido a nossa fragilidade corremos o risco de naufragar. 

Caro leitor, talvez você esteja passando momentos extremamente difíceis em sua vida, é possível  que os ventos da insegurança estejam dando com impeto contra o seu "barco" trazendo-lhe a sensação de desespero total. Quem sabe você esteja experimentando situações onde a impressão que tem é de que nunca mais desfrutará de momentos alegres e felizes.

Prezado irmão, em meio ao mar bravio quero incentivá-lo a nutrir o coração de esperança, bem como da certeza de que o Deus o qual servimos está acima de tudo e de todos, e que como o sol ele continua brilhando acima de nuvens e tempestades.

Lembre-se: Deus é bom e é na tempestade que aprendemos a ser "bons" marinheiros.

Quem tem ouvidos para ouvir ouça!

 Pense nisso!

 Renato Vargens

sexta-feira, 21 de março de 2014

DE ONDE VEM A DEPRESSÃO E COMO TRATÁ-LA

De Onde Vem a Depressão e como Tratá-la?

“O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima” (Pv 12.25 NVI). 
A década passada foi marcada pelo crescimento exorbitante de casos de estresse. A humanidade entrou em uma corrida contra tudo e acabou deixando sua saúde chegar em segundo lugar. Nossa década é marcada por outra desordem: a “depressão”. Uma geração desanimada, frustrada, desencorajada e, pior, drogada, dependente de medicações fortes para manterem o ânimo, a coragem e o bom humor. Mas, por que isso ocorre?
Salomão tinha essa resposta quase um milênio antes de Cristo. Ele conhecia o fator etiológico que “deprime o homem”. Apesar de haver casos em que isso é resultado de um desequilíbrio químico e hormonal do corpo, na maioria dos casos o fator que causa depressão nas pessoas é “o coração ansioso”. O problema é quase sempre o mesmo, mas as razões da ansiedade são diversas. Podem se tratar de medo do futuro, temor da criminalidade, frustração no casamento, problemas com os filhos, dificuldades no trabalho, problemas financeiros e relacionamentos turbulentos. Nenhum desses fatores está ligado a uma condição física que deve ser tratada com remédios prescritos por um médico. Nós os chamamos de “problemas do coração”.
Essa ansiedade, quando não é tratada pela Palavra de Deus e pela confiança no Senhor, é capaz de derrubar qualquer um. Nesse caso, medicações fortes agem como a bebida para os ébrios: um modo de fugir da decepção. Entretanto, o “doutor” Salomão oferece também o tratamento para esse mal. Não são remédios de tarja preta, mas “uma palavra bondosa”. Segundo esse médico da alma, a palavra bondosa “anima” o deprimido. Por isso, as Escrituras nos ensinam a fazer exortações, ou seja, nos encorajar mutuamente (Hb 3.13). Ela ensina como tais exortações fortalecem os discípulos de Cristo (At 20.2). Assim, a igreja do Senhor é chamada a desenvolver um ministério salutar no meio do seu povo. No final das contas, as palavras encorajadoras e verdadeiras dos servos de Deus podem ser um remédio mais potente que analgésicos e calmantes fortes: “Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura” (Pv 12.18).
Se a igreja tem um papel importantíssimo no tratamento do coração deprimido, a própria pessoa acometida pela angústia tem sua responsabilidade. Em lugar de um “espírito oprimido”, deve buscar um “coração bem disposto”: “O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos” (Pv 17.22). É possível ver nesse texto quanto o próprio corpo pode sofrer com um abatimento da alma que chamamos de depressão. Porém, o remédio está em uma atitude que reage à tristeza, à decepção e ao medo com disposição de enfrentar tudo isso. É claro que é fácil dizer isso. A pergunta é “como?”. Davi, que passou por angústias indescritíveis, ensina ser necessário desenvolver esperança em Deus: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus” (Sl 42.11).
Por fim, é necessário também ler e aprender das Escrituras, pois, além de nos informar corretamente sobre Deus e sua vontade, também elas têm grande influência sobre o coração dos abatidos: “A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. [...] Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos” (Sl 19.7a,8). O poder curador da Palavra de Deus em casos de depressão está em — além de nos lembrar das maravilhas que o Senhor tem para nós no presente e no futuro — corrigir erros que produzem desilusões como objetivos maltraçados, impulsos egoístas, ilusões falsas forjadas pela mídia e convicções erradas. O remédio, nesse caso, não é ingerido pela boca a fim de cair no estômago, mas é absorvido pelos olhos e deve repousar todo o tempo na mente do servo do Senhor: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp 4.8).
Assim, aqueles que atravessam maus momentos devem ser sábios e buscar ajuda devida entre o povo de Deus, nas Escrituras e no próprio Salvador Jesus a fim de serem lembrados das verdades eternas e serem encorajados a continuar ombro a ombro com pessoas que realmente se importam com ela e não com seus recursos financeiros. Que os médicos tratem os desequilíbrios químicos do corpo e que todos os outros causadores de depressão nos crentes sejam tratados pela verdade, pelo amor e pela esperança no nosso redentor Jesus Cristo. No final, o melhor tratamento para depressão é gratuito e não deixa os sentidos entorpecidos.
Pr. Thomas Tronco

terça-feira, 11 de março de 2014

O voo da igreja e da Malaysia Airlines


O voo da igreja e da Malaysia Airlines

Ontem a noite acompanhei pela TV as hipóteses relacionadas ao desaparecimento do avião da companhia aérea Malaysia Airlines que sumiu durante um voo da Malásia com direção à China – Pequim.
 
Ainda não se sabe a causa do desaparecimento. A principal hipótese é sequestro e uma possível explosão em ar, o que teria causado uma desintegração da aeronave em pleno voo. Essa seria a razão de não se encontrar vestígios da mesma.
 
Até agora (10/03/2014), o desaparecimento é um mistério.Tenho duas palavras sobre isso, para sua reflexão.
 
1. Devemos nos unir ao sofrimento dos familiares e orar para que Deus dê graça e força diante da possibilidade de receberem a pior notícia que seres humanos podem receber. Devemos orar por conforto e consolo. Devemos orar por inúmeros missionários que estão espalhados mundo afora para que sejam usados por Deus para alcançar possíveis terroristas para Cristo.
 
2. Podemos refletir em como o desaparecimento dessa aeronave assemelha-se ao estado atual da igreja no ocidente. Uma grande instituição, que faz um enorme barulho, mas que, do nada, parece não existir. Onde estão os santos de hoje? Onde estão os pastores que vivem como santos no mundo? Onde estão os cristãos que brilham como luz em meio às trevas? Tristemente, parece que a verdadeira igreja também desapareceu. Às vezes, dizem ter achado vestígios dela por aí. Mas, são poucos, bem poucos. Assim, devemos orar pela igreja também. Alguns já desistiram dela. Alguns vivem para criticá-la. Todavia, devemos amá-la e orar para que Deus a santifique e avive novamente.
 
Que o Senhor, em sua graça e misericórdia, esteja com os familiares e amigos dos desaparecidos. Resta a esperança de que o avião seja achado integro em algum lugar, e que tenha sido apenas um sequestro. Mas, se o pior vier, que nosso Deus console e use esta desgraça para sua glória.
 
Estejamos em oração

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval, Copa do Mundo 2014, Depravação Total


Futebol, carnaval, religiosidade pagã e muita falta de vergonha na cara!

Por Samuel Torralbo
Não seria no mínimo uma grande contradição, um país onde o próprio povo se autodenomina terra da alegria (país do carnaval), terra do entretenimento (país do futebol) e onde Deus é seu conterrâneo (Deus é brasileiro), ser a terra das maiores injustiças sociais, corrupção epidêmica na política, desigualdade crônica, analfabetismo, saúde as mínguas, infraestrutura pífia, violência no transito, nas ruas e nos becos?

Não seria apenas uma desculpa de um povo inerte, alienado e indolente que busca no entretenimento carnavalesco, e nos gritos de torcedores que contam vitória dos seus times nos finais de semanas, mas que são vencidos diariamente pela própria ignorância e inércia moral e espiritual?

O Brasil não mudará enquanto se retirar todos os anos para festejar a festa da morte conhecida como carnaval, não mudará enquanto sua válvula de escape semanal for o entretenimento futebolístico, não mudará enquanto a religiosidade pagã for o modelo de culto nacional, o Brasil começara a mudar quando se arrepender dos seus pecados e confessar que Cristo Jesus é tanto o Salvador como também o Senhor dessa nação.

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Samuel Torralbo é colaborador do Púlpito Cristão