RÁDIO GOSPEL

              

 

 

 

 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

REFLEXÃO DO DIA: PROVÉRBIOS 11.13





 Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo” (Pv 11.13 NVI).

Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo” (Pv 11.13 NVI). Quase todo mundo já ouviu a revelação do segredo de outra pessoa por alguém que lhe disse: “Estou contando isso para você, mas é segredo, de modo que fica só entre nós”. Infelizmente, quase todo mundo que ouviu tal frase também contou o segredo alheio a outra pessoa e repetiu as mesmas palavras de sigilo. No final das contas, o que era secreto acaba na boca de todo mundo, criando fofocas, maldade e consequências difíceis ou impossíveis de reverter. No contexto do livro de Provérbios, tais homens são expostos como tolos. Não se pode 

confiar neles por serem insensatos. Sua tolice lhes faz terem prazer em revelar coisas que nunca deveriam ser ditas, na intenção de produzir uma imagem de alguém bem informado e que sabe de tudo que ocorre. A causa disso é falta de domínio sobre a boca. Salomão atribui esse procedimento vergonhoso e desleal ao impulso de falar muito. Normalmente, quem fala demais não pensa realmente no que diz. A palavra mal chega à mente e já é dita abertamente. Fica difícil conter a língua quando se conversa apenas por impulso. O homem sábio faz exatamente o oposto. Ele pensa nas consequências de falar o que não deve ser dito e avalia o valor da confiança entre as pessoas. Assim, ele não arrisca a segurança de quem lhe confidenciou sua intimidade apenas para ter assunto ou se mostrar uma pessoa bem informada. Ao contrário, ele se mostra confiável e um amigo de verdade. Além disso, ele não é tolo a ponto de achar que seus ouvintes guardarão o segredo que ele não guardou. Por isso, o sábio não é apenas aquele que fala o que deve ser dito, mas também o que cala naquilo que deve ser resguardado. Pr. Thomas Tronco

VERSÍCULOS DO DIA

 


Ele disse: "Filho do homem, vou enviá-lo aos israelitas, nação rebelde que se revoltou contra mim; até hoje eles e os seus antepassados têm se revoltado contra mim. O povo a quem vou enviá-lo é obstinado e rebelde. Diga-lhe: Assim diz o Senhor Soberano. E, quer aquela nação rebelde ouça, quer deixe de ouvir, saberá que um profeta esteve no meio dela. E você, filho do homem, não tenha medo dessa gente nem das suas palavras. Não tenha medo, ainda que o cerquem espinheiros, e você viva entre escorpiões. Não tenha medo do que disserem, nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde. Você lhes falará as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes. Ezequiel 2:3-7

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PENSE NISSO




 


QUE DIFERENÇA FARÁ.........
DAQUI A 100 ANOS SE  VOCÊ
1-      Morou num palacete , ou numa casinha alugada ?
2-      Se usou roupas sob medida, ou compradas em liquidação?
3-      Se passou as férias na Europa, ou no quintal de casa ?
4-      Se comeu  peru e filet mignon , ou feijão com farinha ?
5-      Se dormiu em colchão de espuma ,ou numa  rústica esteira ?
6-      Se possuiu seu próprio automóvel , ou andava de  ônibus ?
7-      Se teve empregados às suas  ordens , ou recebia ordens de um patrão ?
8-      Se andou sobre tapetes macios , ou num áspero chão de cimento
9-      Se pertenceu à alta classe social, ou era simples cidadão ?
10-  Se teve 100 milhões reservados no banco, ou vivia num aperto tremendo ?

Que  diferença fará isso daqui a 100 anos ? Absolutamente nenhuma !
Entretanto... Fará muitíssima diferença daqui a cem anos se você é HOJE uma pessoa SALVA ou PERDIDA. Pois daqui a cem anos você estará no céu ou no inferno. Isso fará muitíssima diferença não somente daqui a cem anos, mas por toda eternidade! Jesus disse: “Pois, que aproveitaria ao Homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” Mc 8:36.
Que Deus te abençoe




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Caim e Abel

A história de Caim e Abel está narrada em Gênesis 4. Nela, vemos que esses dois irmãos ofereceram sacrifícios a Deus que só aceitou a oferta de Abel, pois Caim guardava em sua vida coisas que desagradavam ao Senhor. O texto fala que, movido pelo rancor e pela inveja, Caim convidou seu irmão para ir ao campo e lá, traiçoeiramente, o golpeou e matou. Deus, então, repreendeu o irmão assassino e o condenou a viver como um fugitivo, protegendo-o, contudo, de ser também assassinado.

Há três lições importantes que podemos tirar da história de Caim e Abel. A primeira delas se refere ao requisito básico para que o culto de alguém seja aceito por Deus. Segundo o relato bíblico, Caim também seria aceito caso abandonasse seu pecado (Gn 4.7), o que mostra que a pureza do coração do adorador está acima da grandeza ou pompa dos seus rituais religiosos. Temos de lembrar disso quando vamos à igreja ou realizamos qualquer outro serviço a Deus.

Outra lição diz respeito às formas usadas pelos maus para destruir os servos do Senhor. Caim aproximou-se amigavelmente de Abel e lhe fez um convite agradável. "Vamos ao campo", disse ele (Gn 4.8) . Uma vez no campo, Caim usou de violência e matou o próprio irmão. A aproximação amigável e a violência aberta, além de meios de ataque usados por Caim, estabeleceram precedentes que perduram ao longo dos séculos. Até hoje, cristãos fiéis têm suas vidas destruídas porque ingenuamente atendem aos convites amigáveis e aparentemente inofensivos de pessoas que vivem no pecado. Outros sofrem debaixo da segunda estratégia, a violência aberta, e são perseguidos e odiados pelos simples fato de agradar a Deus no seu dia-a-dia. Temos de ter cuidado. Quem vive no pecado, geralmente usa um desses meios para derrubar os que vivem para Deus.

A última lição refere-se à divisão da humanidade em pessoas que pertencem a duas pátrias distintas. Observe que Caim fundou a primeira cidade de que se tem notícia (Gn 4.17) . Com isso, tornou-se o símbolo daqueles que pertencem a este mundo e têm aqui seu coração e tesouros. Por outro lado, há um sentido em que também Abel fundou uma cidade. Isso porque ele foi o primeiro personagem bíblico que partiu para o reino celestial. Foi a primeira alma humana a ir para o céu, a morada dos salvos, precedendo todos aqueles que, pela fé em Jesus, têm a cidadania celestial. O Apóstolo Paulo, ao escrever aos cristãos, disse que eles tinham essa cidadania: "A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3.20) . E o autor da carta aos Hebreus diz que os grandes homens de fé "esperavam uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, e lhes preparou uma cidade" (Hb 11.16) .

Assim, Caim e Abel inauguraram cidades distintas: uma, a terrena, fundada sobre o orgulho e o medo, destinada à destruição; outra, a celeste, fundada na fé e no temor de Deus, uma cidade inabalável e permanente. A humanidade inteira está dividida entre uma e outra. Cada um de nós é cidadão de uma delas. Você sabe a qual pertence?

Como se vê, a história desses dois irmãos nos fala ainda hoje. Por ela somos desafiados a adorar a Deus com pureza e fé; a termos cautela com os que vivem no pecado; e a buscarmos a cidadania celeste pela fé no Salvador, a fim de chegarmos naquela pátria há tanto tempo inaugurada e a encontrarmos com os portões abertos.

Pr. Marcos Granconato

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O QUE É SER CRENTE ?

   Ser crente não é ser filho de pais evangélicos. Mesmo que alguém receba, desde a meninice, uma educação cristã, isso, por si só, não faz dele um crente genuíno. Uma pessoa assim é, no máximo, um incrédulo com bons costumes. 


Ser crente não é ser assíduo freqüentador de uma igreja evangélica. Ainda que o crente tenha por obrigação freqüentar uma igreja, nem todos os que estão sempre presentes nos cultos são verdadeiramente crentes. Na verdade, há muitas pessoas que vão à igreja apenas porque encontram ali um ambiente saudável com boas amizades; outras ainda freqüentam os cultos pensando que com isso vão conquistar a simpatia de Deus para livrá-las de algum problema. Pessoas assim, por mais amigáveis e simpáticas que sejam, não podem ser consideradas cristãs.  

Ser crente não é ser batizado. Todos os crentes devem se submeter à ordenança do batismo, mas o fato de alguém ser batizado não significa que essa pessoa é realmente cristã. Aliás, há muitas pessoas que são batizadas e que nunca entenderam e aceitaram o verdadeiro evangelho.  

Quem é, então, o crente verdadeiro? 

Crente é a pessoa que, ouvindo ou lendo o evangelho (Ef 1.13), concluiu que é um pecador perdido, separado de Deus e caminhando para a perdição eterna (Rm 3.23). Ele também descobriu no evangelho que Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo em forma humana para morrer no lugar do pecador (Jo 3.16; Fp 2.5-8; 1Tm 1.15; Hb 2.14; 1Jo 4.10), sendo ainda certo que ao terceiro dia ele ressuscitou (1Co 15.3-4). Finalmente, o crente é aquele que diante dessas verdades, creu em Cristo como seu único e suficiente salvador, recebendo-o em sua vida e, assim, obteve dele o perdão dos pecados, o livramento da culpa, uma nova vida e a salvação eterna (Jo 3.36; 7.38; Rm 5.1; 6.4; Ef 1.7).  

A definição acima é bem resumida. De fato, há muitas outras verdades que poderiam ser ditas acerca do crente. Algumas delas são as seguintes: 

1. O crente é alguém escolhido por Deus desde antes da fundação do mundo (Ef 1.4). 

2. O crente é alguém que não pertence mais a este mundo (Jo 15.19; 17.14-16; Gl 1.4). 

3. O crente é um filho adotivo de Deus (Rm 8.15; Gl 4.4-5; Ef 1.5). 

4. O crente é um herdeiro de Deus (Rm 8.16-17). 

5. O crente é alguém em quem o Espírito Santo habita e age (Rm 8.9-14). 

6. O crente é alguém que recebeu uma nova natureza (2Co 5.17; Gl 6.15; 2Pe 1.4). 

7. O crente é alguém guardado da total apostasia pelo poder de Deus (Jo 6.39; 10.27-30; Rm 8.38-39; 1Pe 1.5; Jd 1, 24-25). 

8. O crente é um proclamador das virtudes de Deus (1Pe 2.9).


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO 5º LIÇÃO EBD

A Grande Prova de Abraão




 


Uma das histórias mais tocantes da Bíblia encontra-se no capítulo 22 de Gênesis. Ali é narrado o episódio em que Deus ordenou a Abraão que tomasse seu único filho, Isaque, e o levasse ao Monte Moriá, para sacrificá-lo em holocausto.

Logo na manhã seguinte, Abraão partiu levando consigo dois servos e Isaque. Ao avistar o lugar que Deus havia indicado, Abraão seguiu jornada acompanhado somente do filho. Podemos imaginar o intenso sofrimento do grande patriarca. Enquanto caminhavam, o menino perguntava:
"Meu pai! As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”. Ao que Abraão respondia: "Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho" (Gn 22.7-8).

No lugar determinado, Abraão construiu um altar, arrumou a lenha, amarrou seu filho e o deitou sobre o altar. Então, pegou a faca e, já na iminência de sacrificar Isaque, o anjo do Senhor bradou do céu:
"Abraão, Abraão! Não toque no rapaz. Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho" (Gn 22.11-12). Em seguida, Abraão viu um carneiro preso pelos chifres em um arbusto, pegou-o e o sacrificou no lugar do menino. Então Deus renovou as promessas de fazer dele uma grande nação e de abençoar por meio da sua descendência todas as nações da terra.

Há informações interessantes ligadas a essa história. Por exemplo: o lugar em que Abraão quase sacrificou Isaque, o Monte Moriá, é ocupado hoje pelo "Domo da Rocha", um templo muçulmano erigido em 691 d.C., dentro do qual há uma saliência rochosa identificada como o lugar em que Abraão construiu o altar para o sacrifício de seu filho.

Outro fato interessante é a impossibilidade de saber se Isaque era só um menino ou se já era um jovem quando isso aconteceu. Os especialistas na língua hebraica dizem que o termo traduzido como "rapaz", em
Gênesis 22.5 e 12, abrange tanto a infância como a fase da juventude.

Uma outra informação importante é dada pelo autor de Hebreus. Ele disse que Abraão se dispôs a sacrificar Isaque porque cria que Deus o ressuscitaria depois de realizado o holocausto (
Hb 11.17-19). Na verdade, o próprio texto de Gênesis nos mostra Abraão dizendo aos servos: "Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos." (Gn 22.5). Parece que Abraão realmente acreditava que desceria do monte acompanhado de seu filho. Por que ele cria nisso?

A resposta é que Deus havia dito que Isaque lhe daria uma descendência e, quando o sacrifício foi pedido, Isaque ainda não tinha filhos. Abraão pensou: "Ou Deus mentiu e Isaque não me dará netos, ou ele disse a verdade e Isaque ressuscitará depois de sacrificado para me dar descendentes". Abraão considerou a segunda hipótese mais provável. Para ele, a possibilidade da ressurreição era mais crível do que a hipótese de Deus mentir. Não é, portanto, à toa que Abraão ficou conhecido como o maior exemplo de fé jamais visto.

Finalmente, a informação mais importante diz respeito ao carneiro que Deus providenciou para morrer no lugar de Isaque. Esse episódio prenunciou um evento muito importante que ocorreria quase 2 mil anos depois, ou seja, a morte de Cristo,
"o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29). De fato, assim como o carneiro encontrado por Abraão no alto do monte, preso em um arbusto, substituiu Isaque morrendo em seu lugar (Gn 22.13), nosso Senhor também agonizou sobre um monte, preso ao lenho, ferido com espinhos, tudo a fim de morrer em nosso lugar.

Desse paralelo não se pode deixar de formular um convite à fé. Sim, pois um cordeiro morreu no Monte Moriá e Isaque escapou da morte. Da mesma forma, outro Cordeiro morreu no Monte Calvário e os que o recebem têm a vida eterna. Por que, então, continuar com medo? Creia nele e escape da morte também.

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito. (1Pe 3.18).

Pr. Marcos Granconato

O Pecado



O Pecado




Depois da criação, Deus ordenou que o homem desse nome aos animais e se alimentasse do jardim. Contudo, proibiu que os frutos de uma árvore em específico fossem comidos sob pena de um castigo severo. Sobre isso Deus disse: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16,17).
Assim, homem e mulher viviam em harmonia e santidade e tinham perfeita comunhão com Deus. Até que o diabo, vendo a mulher, sugeriu-lhe que comesse da árvore proibida. A mulher respondeu que Deus lhes tinha dado tudo, menos aquela árvore. O diabo, então, colocou em dúvida as palavras de Deus e disse à mulher que Deus agiu assim porque, quando eles comessem daquela árvore, conheceriam o bem e o mal "como o próprio Deus".
A ambição de ser como Deus associada à boa aparência do fruto fez com que a mulher cedesse à tentação. O homem, vendo o que ela havia feito, deliberadamente desobedeceu as ordens de Deus, trazendo grande mal a ele e à sua descendência. O pecado entrou no mundo e a morte, na vida dos pecadores. Não somente a morte física, mas também a morte espiritual, que significa estar separado de Deus. O apóstolo Paulo disse: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5.12).
Isso foi muito sério! Tudo que conhecemos em questão de sofrimento entrou no mundo por causa desse pecado. O impressionante mesmo foi a atitude de Deus. Enquanto os dois estavam escondidos dele, o Senhor os chamou e disse que um descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente enquanto esta lhe ferisse o calcanhar (Gn 3.15). Com isso, ele fez alusão a seu filho, Jesus Cristo, que viria em carne para morrer por nós. Na cruz, enquanto o diabo o ferisse com a morte, pela mesma morte Jesus o derrotaria. Isso porque a morte de Jesus foi o pagamento pelo pecado de cada homem ou mulher que crê nele como seu Salvador pessoal. A vitória que Jesus obteve foi demonstrada pela sua ressurreição.
Essa é uma história que revela o imenso amor de Deus pelos homens e o preço que ele está disposto a pagar para nos perdoar e nos ter novamente em comunhão com ele. Quanto a nós, cabe-nos crer no Senhor Jesus.
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).
Pr. Thomas Tronco

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Os Libertinos




 


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Os Libertinos

Os libertinos existem há muito tempo dentro da Igreja Cristã. Não vamos confundi-los com aqueles que procuram a liberdade da escravidão do pecado, da carne, do mundo e da lei, que é a liberdade cristã propriamente dita, encontrada em Cristo. Nesse sentido, todo crente verdadeiro é livre, ao mesmo tempo em que é escravo de Deus e servo dos seus semelhantes. Paulo fala disso em Romanos 6.

Os libertinos são diferentes. Eles também falam da liberdade cristã, da liberdade de consciência e da liberdade da lei, só que querem também ser livres de Deus e do próximo. Não percebem a liberdade dada por Cristo como estímulo para viver em obediência a Deus e serviço ao próximo, mas como uma licença para fazerem o que tiverem vontade.

Nós os encontramos em todos os períodos da Igreja. Quem não lembra de Balaão, o falso profeta que ensinou os filhos de Israel a se prostituir com as cananitas e a praticar a religião delas, como se fosse algo aceitável a Deus? (Num 31.16).

Encontramos os libertinos infiltrados nas comunidades cristãs primitivas, ensinando que a graça de Deus permitia ao cristão a participação nos sacrifícios pagãos oferecidos nos templos. Paulo encontrou um grupo de libertinos em Corinto, que achava que tudo era lícito ao crente, inclusive participar dos festivais pagãos oferecidos nos templos dos idólatras (1Cor 8—10). O livro de Apocalipse menciona os nicolaítas e os seguidores de Jezabel, grupos libertinos que ensinavam os cristãos a participar das “profundezas de Satanás” (Ap 2.24). Menciona também a “doutrina de Balaão”, que parece ter sido uma designação relativamente comum no séc. I para os libertinos (cf. Ap 2.14). Judas escreveu sua carta para denunciar e enfrentar “certos indivíduos que se introduziram com dissimulação... homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 4).

Os libertinos modernos não são diferentes e mantém basicamente as mesmas características dos libertinos denunciados no Novo Testamento, particularmente na carta de Judas, a saber:

1. Os libertinos estão introduzidos nas igrejas e comunidades cristãs, mesmo não sendo verdadeiros crentes em Cristo Jesus, dissimulando suas crenças e práticas até se sentirem seguros para manifestar abertamente o que são. Eles estão presentes nos cultos e festividades como “rochas submersas” (Jd 12), que representam um perigo para a navegação.

2. São pessoas ímpias – isto é, sem piedade pessoal, sem temor a Deus e sem verdadeiro relacionamento com o Senhor Jesus Cristo – que se apresentam travestidas de cristãos, usando a linguagem cristã e engajadas em práticas cristãs.




·         São arrogantes e aduladores dos outros por interesses (Jd 16). São “sensuais” e “promovem divisões” no corpo de Cristo com suas ideias heréticas (Jd 19).
3. A doutrina libertina é que a graça de Cristo faz com que tudo seja lícito ao cristão, inclusive a prática da imoralidade – que naturalmente não é chamada por esse nome, mas por eufemismos e outros nomes, como sexo livre, amor, etc. Essa doutrina transforma essa graça em libertinagem – é daí que vem o nome “libertinos”.
4. Em última análise, a doutrina dos libertinos nega a Jesus Cristo, que sofreu na cruz para livrar seu povo não somente da culpa do pecado, mas do poder do pecado em suas vidas, conduzindo-os à santidade e pureza. Os libertinos vivem sem nenhum recato (Jd 12).
5. A fonte de autoridade para essa doutrina não é a Escritura, que em todo lugar condena a imoralidade, a concupiscência, a prostituição e o adultério, mas suas experiências pessoais. Judas chama os libertinos de “sonhadores alucinados que contaminam a carne” (Jd 8). O "cristianismo" dos libertinos não é oriundo da revelação de Deus nas Escrituras, mas é fruto da sua mente carnal, “instinto natural, como brutos sem razão” (Jd 10).
Falando claramente e sem rodeios, os libertinos presentes nas igrejas e comunidades evangélicas não veem nada de errado com o sexo antes do casamento, a multiplicidade de parceiros, as relações homossexuais, a pornografia, aventuras amorosas fora do casamento, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, a participação dos cristãos nas diversões mundanas e absorção dos valores desse mundo no vestir, trajar, viver e andar. A agenda libertina é mais ampla do que essa e alguns libertinos são mais radicais que outros. Mas no geral, libertinos são contra qualquer sistema que tenha uma ética definida e clara e que defenda valores morais absolutos e fixos.
Libertinos costumam construir uma imagem de Jesus como uma pessoa inclusivista, que amou a todos sem distinção, jamais condenou ninguém nem se pronunciou contra o pecado de ninguém. Todavia, o Jesus libertino é diferente do Jesus da Bíblia, que o Cristianismo histórico vem anunciando faz dois mil anos.
Se Jesus foi o que os libertinos dizem, ele foi um fracasso, pois seus discípulos mais chegados se tornaram o oposto do que ele queria: Pedro passou a ensinar que a vida nas paixões carnais era pecaminosa (1Pedro 1:13-19), João passou a dizer que a paixão pelas coisas do mundo e da carne não procedem de Deus (1João 2.15-17), Tiago condenou o mundanismo (Tiago 4), o autor de Hebreus disse que temos que lutar até o sangue contra o pecado que nos rodeia (Hebreus 12.1-4) e Paulo declarou que os sodomitas e efeminados não entrarão no Reino de Deus (1Coríntios 6:9-11). Eles certamente não aprenderam essas coisas com o Jesus libertino.
Os libertinos convenientemente calam-se sobre determinadas passagens nos Evangelhos onde Jesus, ao receber prostitutas, cobradores de impostos e pecadores em geral, os ensinava a segui-lo, não cometendo mais pecados, tomando a sua cruz, negando a si próprios e se tornando sal e luz desse mundo em trevas. Nenhuma prostituta, imoral, ladrão, que conheceu Jesus e se tornou seu discípulo continuou na sua vida imoral. Zaqueu, Mateus e Madalena que o digam